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Padrão Oficial da Raça  

BULL TERRIER


CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA

Filiada à Fédération Cynologique Internationale

Classificação F.C.I.:

Grupo 3 - Terriers

Seção 3 - Terriers do Tipo Bull

Padrão FCI no - 11 - 02 de fevereiro de 1998. 

País de origem: Grã-Bretanha

Nome no país de origem: Bull Terrier

Utilização: Caça

NOMENCLATURA CINÓFILA UTILIZADA NESTE PADRÃO

 

1 - Trufa

13 - Perna  25 - Braço

2 - Focinho

14 - Jarrete  26 - Ponta do esterno

3 - Stop 

15 - Metatarso  27 - Ponta do ombro

4 - Crânio 

16 - Patas

5 - Occipital 

17 - Joelho a - profundidade do peito

6 - Cernelha 

18 - Linha inferior b - altura do cotovelo

7 - Dorso 

19 - Cotovelo  a + b = altura do cão

8 - Lombo 

20 - Linha do solo

9 - Garupa 

21 - Metacarpo 

10 - Raiz da cauda 

22 - Carpo

11 - Ísquio 

23 - Antebraço 

12 - Coxa 

24 - Nível do esterno na cernelha

APARÊNCIA GERAL: de construção forte, musculoso, bem balanceado, ativo com uma expressão viva, determinada e inteligente. Uma característica única é sua cana nasal descendente e a cabeça em forma de ovo. Independente do tamanho, os machos devem parecer masculinos e as fêmeas femininas.

COMPORTAMENTO / TEMPERAMENTO: o Bull Terrier é o gladiador das raças caninas, corajoso e fogoso. De temperamento equilibrado e fácil de ser disciplinado. Embora obstinado, é particularmente bom com as pessoas.

CABEÇA: longa, forte e profunda até o final do focinho, jamais grosseira. Vista de frente, tem a forma de ovo e é completamente cheia; sua surperfície é livre de cavidades ou recortes. O perfil se curva suavemente para baixo, do topo do crânio até a ponta da trufa.

REGIÃO CRANIANA

Crânio: o topo do crânio é quase plano de orelha a orelha.

REGIÃO FACIAL

Trufa: deve ser preta, bem inclinada para baixo na ponta. Narinas bem desenvolvidas.

Lábios: bem ajustados e limpos.

Maxilar / Dentes: mandíbula profunda e forte. Dentes saudáveis, bem ajustados, fortes, de bom tamanho, com uma perfeita, regular e completa mordedura em tesoura.

Olhos: de aparência estreita, obliquamente colocados e triangulares; bem profundos, pretos ou marrons o mais escuro possível, de maneira a parecer quase preto, com uma expressão penetrante. A distância, dos olhos até a ponta do nariz, deve ser, perceptivelmente maior que a dos olhos ao topo do crânio. Olhos azuis ou parcialmente azuis são indesejáveis.

Orelhas: pequenas, finas e colocadas próximas. O cão deve portá-las rigidamente eretas.

PESCOÇO: muito musculoso, longo, arqueado, afinando dos ombros à cabeça e livre de pele solta.

TRONCO: bem arredondado, com nítido arqueamento das costelas e grande profundidade da cernelha ao esterno, de maneira que este fique mais próximo do solo.

Dorso: curto, forte, com a linha superior atrás do nível da cernelha arqueando ligeiramente sobre o lombo.

Lombo: largo e bem musculoso.

Peito: largo, quando visto de frente.

Linha inferior: da ponta do esterno ao ventre, forma uma graciosa curva para cima.

CAUDA: curta, inserida baixa e portada horizontalmente. Grossa na raiz afinando para a ponta.

MEMBROS

Anteriores: devem ter uma forte ossatura redonda, a mais forte e robusta possível, de maneira que o cão possa ficar solidamente plantado e devem ser perfeitamente paralelos. Em cães adultos, o comprimento dos anteriores deve ser aproximadamente igual à profundidade do peito.

Ombros: fortes e musculosos, sem serem carregados. Escápulas largas, planas e colocadas bem próximas da caixa torácica. Devem apresentar, debaixo para cima, uma nítida inclinação em seus bordos anteriores, formando um ângulo quase reto com o braço.

Cotovelos: retos e fortes.

Metacarpos: retos.

Posteriores: paralelos, quando vistos por trás.

Coxas: musculosas.

Joelhos: articulação bem angulada.

Jarretes: bem angulados.

Metatarsos: curtos e fortes.

PATAS: redondas e compactas, com dedos bem arqueados.

MOVIMENTAÇÃO: quando em movimento, o cão parece ter todas as suas partes bem integradas, cobrindo o solo com passos fáceis e regulares e com um típico ar garboso. No trote, os membros trabalham em planos paralelos. Quando a velocidade aumenta, as pegadas convergem para o eixo central. Os anteriores apresentam um bom alcance e os posteriores fornecem uma boa propulsão, pela ação compassada das ancas e pela flexão dos joelhos e jarretes.

PELE: bem aderente.

PELAGEM

Pêlo: curto, assentado, denso, áspero ao toque e brilhante. O subpêlo pode estar presente no inverno.

COR: nos brancos, pura pelagem branca. A pigmentação da pele ou marcações na cabeça não devem ser penalizadas. Nos coloridos, a cor predomina sobre o branco. O tigrado é preferido. Tigrado escuro, vermelho, castanho e tricolor são aceitáveis. Pequenas marcas na pelagem branca são indesejáveis. Manchas azuis e fígados são altamente indesejáveis.

TAMANHO: não há limites para a altura e o peso, mas o cão deve dar a impressão de máxima substância para seu tamanho, em coerência com as suas qualidades e sexo.

FALTAS: qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.

NOTAS:

· os machos devem apresentar os dois testículos, de aparência normal, bem descidos e acomodados na bolsa escrotal.

· todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física ou de comportamento deve ser desqualificado.


BULL TERRIER MINIATURA

O padrão do Bull Terrier Miniatura é o mesmo que o do Bull Terrier, com a seguinte exceção:

TAMANHO: a altura não deve exceder 35,5 cm. Deve dar uma impressão de substância ao tamanho do cão. Não há nenhum limite de peso. O cão deve ser, a todo momento, bem balanceado.

NOTAS:

· os machos devem apresentar os dois testículos, de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.

· todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física ou de comportamento deve ser desqualificado.